" O gato bebe o leite, o rato come o queijo e eu?
Eu sou Palhaço;"
Quem está livre da loucura?
Da loucura iminente?
Dos distúrbios de nossos neurônios contagiados por tantas informações, tantas impurezas e alguma poesia suja de guardanapo engordurado de um bar de esquina?
Quem está livre de um surto de loucura?
Quem está livre de despirocar no meio da rua, de bagunçar o cotidiano, de atirar facas ou se afogar numa piscina morna de um clube decadente?
De arrancar todos os fios de cabelo do couro cabeludo?
De sair pelado cantando Carmen Miranda no meio da Rua?
Trocar papéis de lugar, passar imã na tela da tv, colocar chantilly na pizza e catchup na coca cola?
Atravessar numa grande avenida, no meio dela, atirar pedaços de bolo na cara daqueles que o tirarem do sério, se amendontrar num quarto escuro, quebrar copos na parede ou rasgar os dedos dos pés com os dentes até sangrarem, até machucar as costas e adormecer...
Quem está livre de se emocionar com uma canção de Nino Rota
De chorar assistindo Cinema Paradiso?
De deixar cair a taça de vinho na camiseta clara?
De perder a estação?
Quem, quem me diga quem está livre de enlouquecer?
De abstrair ou pior, de ser devorado por um choque tão grande de realidade para perder os sentidos, de quebrar alinha ténue que nos separa do real para o irreal?
Quem está livre?
A moça de família?
O artista de circo?
O jovem promissor executivo?
Aquela mocinha que sempre foi meio cuca mole?
Qual de nós?
Quem de nós?
E quando a gente está do lado de fora, o que fazer?
Fingir que não é com a gente?
Acreditar que vai passar como uma chuva de verão?
Como reagir, como cuidar do outro, como fazer algo?
Acreditando-se que há algo para fazer. O que há?
O que fazer além de se sentir completamente triste?
O que fazer além de ser um espectador desse espetáculo trágico?
Pergunto mais:
Isso é a morte? A morte em vida?
A morte daquela mente sã, o nascimento de um novo personagem, uma nova e trágica roupagem...
Ouço Nino Rota e sinto uma espécie de luto, um vazio...
Um vazio quando remexo as pastas de pintar a cara ou revejo ao filme do Selton Mello....
Eu sou Palhaço;"
Quem está livre da loucura?
Da loucura iminente?
Dos distúrbios de nossos neurônios contagiados por tantas informações, tantas impurezas e alguma poesia suja de guardanapo engordurado de um bar de esquina?
Quem está livre de um surto de loucura?
Quem está livre de despirocar no meio da rua, de bagunçar o cotidiano, de atirar facas ou se afogar numa piscina morna de um clube decadente?
De arrancar todos os fios de cabelo do couro cabeludo?
De sair pelado cantando Carmen Miranda no meio da Rua?
Trocar papéis de lugar, passar imã na tela da tv, colocar chantilly na pizza e catchup na coca cola?
Atravessar numa grande avenida, no meio dela, atirar pedaços de bolo na cara daqueles que o tirarem do sério, se amendontrar num quarto escuro, quebrar copos na parede ou rasgar os dedos dos pés com os dentes até sangrarem, até machucar as costas e adormecer...
Quem está livre de se emocionar com uma canção de Nino Rota
De chorar assistindo Cinema Paradiso?
De deixar cair a taça de vinho na camiseta clara?
De perder a estação?
Quem, quem me diga quem está livre de enlouquecer?
De abstrair ou pior, de ser devorado por um choque tão grande de realidade para perder os sentidos, de quebrar alinha ténue que nos separa do real para o irreal?
Quem está livre?
A moça de família?
O artista de circo?
O jovem promissor executivo?
Aquela mocinha que sempre foi meio cuca mole?
Qual de nós?
Quem de nós?
E quando a gente está do lado de fora, o que fazer?
Fingir que não é com a gente?
Acreditar que vai passar como uma chuva de verão?
Como reagir, como cuidar do outro, como fazer algo?
Acreditando-se que há algo para fazer. O que há?
O que fazer além de se sentir completamente triste?
O que fazer além de ser um espectador desse espetáculo trágico?
Pergunto mais:
Isso é a morte? A morte em vida?
A morte daquela mente sã, o nascimento de um novo personagem, uma nova e trágica roupagem...
Ouço Nino Rota e sinto uma espécie de luto, um vazio...
Um vazio quando remexo as pastas de pintar a cara ou revejo ao filme do Selton Mello....


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