estou deprimida!
deprimida e ponto!
Estou quase no final de um livro do Caio F. Abreu, e isso já seria suficiente pra deprimir qualquer ser normal que tenha o minimo de sensibilidade!
Voltei para a Torre encantada, a torre mágica, o chão preto, cercado de longos edificios, cobertos por nuvens cinzentas, sem chuva.
Subo 18 andares com as mãos e costas cheias de mala, roupas sujas, imãs de geladeira, chápeis(ou sera, chápeus?) de palha, cabelos desgrenhados e pele manchada pelos dias a fio de sol. Sorriso amarelo pro gordo do quarto andar, que insite em dividir o elevador abarrotado de malas e peles tostadas. Movimento de punks, velhos, travestis, modelos e skatistas no hall da torre...
Pelo menos o chão estava mais branco do que quando saimos, como se fosse possivel ele estar mais sujo que estava... Frutas podres na fruteira aglomeram mosquitinhos inquietos,e a novidade! Uma imensa tv de 32 polegadadas de lcd dentro de uma aréa, de sei lá, 10 passos! Talvez, 12!A torre tem 27 metros quadrados incluido agora, 2 tvs, 2 sons, o que era quase claustrófobico, agora faz acentuar drasticamente, meus sintomas, maniacos depressivos!
27 metros, 4 pessoas fixas, 2 tvs, LIGADAS, 18 andares dentro de um pequeno elevador.
E uma cerveja doce, como toda boemia, deve ser! Telefones tocando, interfone insistente, calor, calor, calor...
Nada disso é meu, nem os copos, nem a casa, isso tráz um tormento. um tormento que não sei definir bem ainda. Tenho ganhado mimos pra casa, e tenho me sentido esquisita com isso, tenho me sentido deslocada perto da maioria das pessoas, é como se elas não tivessem absolutamente nada a me dizer, e no fundo não tem mesmo. No fundo o Caio estava certo, a gente não tem ninguém mesmo, a gente é sozinho, é vazio, a sua dor é sua, a minha é a minha, e no fundo não sabemos nada do outro, do nosso companheiro de anos, do nosso filho, no fundo é vc e vc! Cada um segura a sua barra nego. É isso. E eu to a fim de parar de me sentir assim, S U F O C A D A, não suporto as pessoas com seus sonhos pequeno burgues, não tenho tolerado gente vazia tb, gente burra me estressa ao limite. E o que é gente burra afinal?
Eu... eu to com vontade de não ta aqui sabe.
Eu vou dizer uma coisa, eu to cansada desse negocio de internet também, sabe, msn, orkut, youtube... encheu o meu saco já! Eu quero ligar pra algumas pessoas e dizer o quanto eu estive F E L I Z, nesses ultimos 10 dias, contar da chuva, da coruja, da grama, das ostras... e não escrever uma tolice no orkut. Mas não vejo ninguém interessado em corujas ou chuva, e não estou me fazendo de vitima, porque de outro lado tb não estou interessada em festas de fim fde ano, sem luz eletrica ou cruzeiros maritimos, saca.
Eu to afim, é só de ficar no meu canto, na minha, com os meus botões. Pra isso eu não preciso blogar, mas minha letra é pessima e me acostumei a maciez dos teclados e a farofa dos blogs.
A internet tem isso de bom, vc monta um blog, e sai escrevendo um monte de merda, porque vc não é nenhum Erico Verissimo ou Fante, mas mesmo assim escreve, e não me interessa quem vai ler isso aqui, não tenho segredos, sou bem espontanea isso sim, e escrevo aqui, como escreveria num caderno, num tempo que não havia essa facilidade técnologica e cibérmetica.
Meu corpo ta dolorido, e aquele peso que se desfez e caiu na estrada do dia 26, retornou com tudo, não me orgulho dele, e não quero ficar com ele por muito tempo, achei que estava livre... Vou buscar alternativas juro, o ano ta começando e é preciso um cadinho mais de vontade de coragem.
Mas to claustrofóbica, é como se estivesse num aquário sem saida, eu tenho que sair daqui, eu quero sair daqui, eu nem sei mais pra onde, se pudesse teria ficado la na ilha e começaria tudo do zero, juro, juro mesmo que ficaria por lá, mas não posso... O que tenho é esse sufocamento louco e a vontade de desperçar, despencar por ai numa ilha distante... ai estou cansada! Cansada das coisas que tenho me tornado, as vezes tenho medo d emim, as vezes acho que vou me fechar num cásulo e nunca mais sair...