quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Plantas Mortas, cuidando do Jardim!







Estava com vontade de cozinhar um talharini com camarão para o jantar.
Mas Camarão não fica bom requentado, então teria que fazer na hora que retornasse da faculdade.
Lembra que escrevi que de terça fico com sono o dia inteiro, pois é, ontem não foi diferente.
Fiquei trabalhando e quando me dei conta já estava atrasada para a melhor aula do Semestre.
Me arrumei rapidamente, coloquei minha agenda na mochila, tirei os cartões de banco da carteira e sai, sem comer sem celular.
Cheguei ofegante para aquela ultima aula de História da Imagem e do Som, mais de Imagem, diga-se de passagem.
Professor Leopoldo.

Foi uma boa aula.
Mas não a melhor, longe de ser.
E meu estado lamentável contribuía para isso.

Não almoçamos ontem, comemos um lanche na Palma de Ouro entre 4 e 5 da tarde.
O Lanche estava gorduroso e a conversa estava acida, difícil.
A Palma de Ouro é muito caro para um lanche rápido e trivial, mas é boa para uma conversa acida, porque tem umas mesas distantes e não somos vizinhos tão diretos.

Ele falou, falou, falou
E eu ouvi, ouvi, ouvi
Fiquei tentando formular o que ia dizer, fiquei tentando calada achar uma resposta para
nosso problema, mas não tinha.

Pouco Falei.
Na aula, senti fome, calor, frio e uma crise de rinite que chegava devagar se instalando sorrateiramente.
Me envolvi na aula da melhor forma.
Foi melancólica essa aula, é a ultima, e o Leopoldo falou dessa coisa de ser artista, de se fazer aquilo que quer fazer, muita coisa veio de encontro com o dia pesado.

Sugeri dispensar a diarista, a perua escolar, sair da natação
Mas eu gosto tanto de nadar.
Nado tanto, é tão bom, me faz tão bem!

O telefone aqui não toca.
Ele anda muito nervoso
Ontem eu e as meninas do meu grupo demos conta que vamos precisar adiar nosso trabalho
Vem nossas provas, as finais, as mais difíceis.
Fiquei mais tensa.

Estava sem celular não telefonei.
Vim andando bem depressa do ponto até em casa.
A praça é tão escura.
O Teatro Imprensa fechou você soube?
Lembrei do terror que disse que sentiu quando contei a história do cinegrafista morto aqui no Rio.
Por aqui as coisas são assim né, i n s e g u r a s!
Uma merda!
Ai é mais de boa isso não é?

A cozinha estava suja, e eu estava cansada, chateada, pesada demais para preparar um jantar com camarões.
Ele ia pedir pizza
Disse que estava me esperando chegar para escolher o sabor.
Eu nem gosto mais de pizza.
Precisa me esperar?
E se eu não chegasse?

Fiquei nervosa.
Chorei na cozinha
Cozinhei o Talharini com atum e molho de tomate.
Eles jantaram no sofá, enquanto eu zapeava os canais da Tv.
Eu estava com fome.

Me levantei com força, e senti uma agulhada no peito
Senti varias agulhadas na cabeça e no nariz.
Maldita sinusite e rinite!

Desencanei, me joguei na cama.
Tentei por horas dormi, tentei por horas sossegar a fome e amenizar as agulhadas agudas da minha cabeça e nariz.
Eu estava tão nervosa.
Quero tirar a luminária vermelha, me irrita a cor.
Falei para o Logan das dificuldades financeiras, avisei que ele precisa ajudar.
Apagar as luzes quando sai dos lugares, cuidar do uniforme da escola.
Essas coisas que as mães dizem.

Dormi na sala, ele me cobriu, fechou as janelas e me deixou quieta como pedi.
Demorou horas, mas dormi.

Acordei com a luz do sol cantando na sala.
Mexi na terra, conversei com o manjericão, a hortelã, o alecrim..
Coloquei uma rosa que ele me deu no Sábado no jardim.
Abri bem as janelas.
Joguei fora as plantas mortas.
Há tantas nesse jardim.
Ainda tem outras mortas lá, vou jogar tudo fora e cuidar das vidas vivas.
Nadei!


Fotos do antes e do depois se misturam no começo deste post.
Vou cuidar deste jardim com minhas unhas, literalmente!




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