Suas cartas cheias de alma, seus textos, suas histórias.
Quero abrir e le-las somente le-las.
Quero ouvir suas histórias nuas e cruas.
Dramaturgicamente liricas ou beat. Não importa.
Teve uma festa aqui alguns meses, e um amigo do nada disse que foi violado, abusado na infância, no meio da conversa, no meio das risadas, no caos da bebedeira, sabe?
Acho que ele estava perturbado e quis jogar isso na mesa.
Eu estava bêbada também e diante do clima que ficou só disse, "Todos nós "fulano", todos nós aqui já fomos abusados"
Foi uma estupidez?
Pode ser.
Mas nessas noites de bebedeira as pessoas se expõe de forma a se arrepender depois.
Depois disso não falamos mais.
Podemos conversar horas sobre isso, sobre literatura, sobre Acc, sobre suicidios artísticos sim, porque não?
Lembra que tínhamos psicodrama na União?
Quero tomar copos d' agua enquanto suas histórias de copos quebrados,
de projetos fotográficos, de receitas de doces italianos.
Como estão os gatos?
Doaram o filhotezinho ou não?
Assisti Psicose, e tive sonhos fantásticos e absurdos.
Ando cheirando meu jardim, molhando as plantas, tocando-as com as narinas.
A Lavanda está crescendo de forma desenfreada, o brinco de princesa esta cheio de botões.
O telefone tocou hoje alguma vezes.
Houve até vendas.
O Professor de Planejamento Estratégico me deu uma nota razoável naquela prova que tanto temi, e passou um trabalho para ajudar.
Acho as meninas pouco envolvidas com o trabalho.
Não vão nem na vista das provas.
Fiz um bolo hoje no meio do meu caos e ficou doce demais.
As unhas das mãos já estão descascadas
Tomamos banho de mar ontem.
Foi excelente, mas rápido.
Quero usar o jardim para fotografar as crianças,
quero fotografar outras coisas.
Gosto cada vez mais dos cães.
Posso passar horas olhando para eles, brincarem, olharem...

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