Pedaços de fios, restos de uma obra inacabada, poeira excessiva pelo chão, cobrindo alguns moveis, roupas molhadas, sujas, limpas, todas juntas e separadas espalhadas
Revistas, jornais, garrafas vazias...
Ela acordou com os cabelos umidecidos,
Os olhos inchados, acordou as 4 da manha, o céu estava magenta, atrás do vidro, magenta.
Sonhou, pensou, apertou a bexiga e tentou dormir.
Ela chora
Ela é uma catástrofe
Ela sofre
Ela cai no fundo do poço cheio de lama
Ela tem os cabelos sujos, oleosos
Ela está com os olhos inchados, já são quase seis
E o céu mudou de cor
é tudo azul agora, de um azul escuro quase negro.
Está quente, uma manha quente
Ela faz obrigações pela manha
Ela divide dois ónibus cheios
Ela sobe uma ladeira íngreme
Ela come balas coloridas
Ela le poemas de Ana Cristina Cesar e Jack Keroak
Ela chega 08 horas antes para assistir uma palestra
Ela ouve Ira e chora mais
Ela fica entediada no transito da nove de Julho
Ela ouve Queen
Ela trabalha que nem um Zumbi
Ela tem uma casa suja e bagunçada
Ela joga fora os jornais antigos,
Ela toma banho, ela come comida chinesa
Ela vê um filme Chinês
Ela dorme
Ela sonha ineterruptamente com um chato pegando no seu pé
Ela acorda antes das 9
Ela ouve Creendence, come iogurte de chocolate, lava os cabelos ruivos
Ela recebe uma ofensa virtual
Ela faz projetos com um amigo
Ela recebe a empregada e fica feliz
Ela volta a trabalhar enquanto ouve Queen

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