terça-feira, 20 de março de 2012

Tempo, pausa


É a pausa, o tempo, a calma da fotografa analógica que sinto saudades.
O Analógico é o retrato de uma epoca.
De uma época sem celular, computador, internet.
Sem essa loucura.
Hoje me senti meio vesga,  meio tonta, fisicamente sabe?
Meus joelhos doem,  parecem não suportar  a pressão de tantas coisas para fazer ao mesmo tempo.
As costas também, é o peso das grandes responsabilidades de tantas pequenas coisas para realizar no quotidiano diário.
Eu tenho uma casa para cuidar
Um filho para olhar
Um marido para ser mulher doce amante, companheira.
Trabalho, pretensões intelectuais.
Quero estudar, não quero só ir a aula, quero participar, quer começar minha iniciação cientifica, já falei sobre isso?

Porque a gente corre tanto,  para inde a gente quer ir?

Descobri uma nova pretensão, dormir 08 horas diárias, será que consigo?
Também quero prosa, quero verso.
E cada vez que penso em ir até o poupa tempo renovar minha carteira penso que não quero dirigir, não nesta cidade, não neste caos.  
Não cozinhar parada em nenhum engarrafamento.
Meu corpo clama as pausas analógicas que o digital acelera.






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