sexta-feira, 13 de agosto de 2010

sexta 13


18 chegadas
Crawl, peito, costas, costas duplo, submerso.
Calor na pele
Camiseta verde
Ontem ela saiu por volta das 15hs de camiseta cinéfila e óculos escuros, enviou um sedex,
Comprou uma revista na banca, sentiu o sol na pele.
Dobrou e guardou roupas, trabalhou em sua mesa, enviou projetos para sonhos improváveis,

Dividiu comida chinesa com sua família, e o seu biscoito veio oco, sem sorte. Foi o único que veio sem sorte.
Hoje acordou cedo, leu os quadrinhos, leu seu horóscopo, tomou seus remédios e nadou.
Entrou na farmácia subiu na balança, pouca coisa mudou.
Comeu peixe, arroz, feijão, frango, salada de alface com tomate, suco de abacaxi com hortelã, sente uma dor pungente no joelho esquerdo. Ficou impaciente pelo menos três vezes em uma hora.
Está tentantando se concentrar no trabalho, mas está disperça, melancólica... Ouve uma rádio de MPB, algumas musicas são tristes, outras engraçadas, mas a maioria fala de um romantismo barato. Ligou para uma amiga diversas vezes, mas ela não atendeu suas ligações.
Não sabe o que pensar, não sabe o que quer.
Quer muitas coisas, muito mais que talvez possa vim a conseguir. E quer ser genial em todas elas, como se fosse possível, será que é? Pergunta-se. Talvez não. Mas como aceitar a média? Não quer, repugna a média.
Quer dançar até desmaiar, quer beber tudo que houver naquelas garrafas, mas seu corpo pede o canto do sofá com uma mantinha por cima, só isso.
Sem nenhum filme no DVD, nem uma pipoca, nem um livro, nada, só a mantinha. Sem ninguém por perto, nada de crianças, cães ou homens, talvez um cão.
Ser interrompida por um textinho vagabundo de um famoso escritor cubano, desejar encher a pança de temakis sem sair de casa.
Ver a moda da fotografia analógica em câmeras coloridas, ouvir a musica mais pop de uma banda no rádio, trabalhar, comer mamão, conversar com alguém na rede virtual.
Fazer xixi.

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