
Domingo sozinha em casa, depois de um Sábado de jornada dupla, fotografei um garoto de 3 anos e outro de 6. Meninos, já são dificeis por natureza, imagine nas respectivas idades, o cliente da segunda festa era muito simpático, fez questão de nos oferecer um pró seco, não tivemos como recusar, foi difícil convence-lo que não comemos salgadinhos de festa. Ele estava bastante embriagado, tomamos algumas taças do liquido branco que espumava.
Foi relaxante.
Estava de estomâgo vazio, e muito cansada, o que me ajudou a ficar muito relaxada. Depois de ouvir uma meia dúzia de histórias e culinária libanesa fomos embora.
Não comi, não tomei banho, não tirei a maquiagem, tirei a roupa e cai na cama. Só!
E sonhei. Mais uma vez. Vários sonhos, cheio de detalhes, cheio de sentidos...
Sempre sonhei, mas ultimamente meus sonhos tem um sentido de realidade muito forte, não é aqueles sonhos estranhos, azuis, nada disso. É como se meu corpo, eu saisse da cama e fosse viver aquelas coisas, acordo com frio, com calor, alegre, com medo, angustiada....
Tenho que trabalhar isso, qual a lógica? Até que ponto tem algo real ali? Porque eles me afetam tanto? Se soubesse escrever podia transformar meus sonhos em arte, cinema, fazer alguns filmes.
Domingo sozinha em casa, angustiada, a cabeça cheia de merdas, ao invés de ta na rua, estou trabalhando, porque raios estou trabalhando?
Porque não consigo tirar aquelas roupas do chão do quarto? Porque não saio para almoçar?
Porque raios tenho que ser tão mulher e ter tantas neuroses, tantas angústias?
Raios!
Acho que eu queria tomar um p. e dar um tempo em cima de uma montanha, sei lá, passar uns meses em cima de uma montanha, pensando merda, muitas merdas, até começar a meditar, alcançar aquela maldita paz interior, que todo mundo está sempre proucurando.
Sigo trabalhando, angustiada e atormentada por esses sonhos montanhosos, inrreais...

Um comentário:
tomemos cerveja, para aliviar, esquecer, recomeçar...bj
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