Uma vez ouvi falar sobre absorção de energia, que as pessoas que fazem massagem, e os terapeutas em geral, precisam lavar bem a mão e sei lá mais o que para se desernegiizar, se é que se chama assim não sei... Dizem que acontece na troca de um abraço também.
É.
Energia pesada, braba, passa num abraço.
Também não sei.
O que eu sei, é que sou uma pessoa que se doa inteiramente, nada do que me envolvo é pela metade, nunca, não que eu ache bonito ser assim, é uma coisa minha só isso. Não consigo fazer diferente.
E eu fiquei esse fim de semana completamente devastada, porque foi jogado na minha cara duas coisas bem pesadas.
Algo equivalente a um piano e uma massa de concreto.
Tem assuntos muito delicados, tão delicados, que se a gente não tomar cuidado, eles acabam virando um grande tabu e de palavras impronunciáveis.
É mais ou menos como ter um deficiente mental na familia, a familia sempre se envergonha, sempre esconde, e acha paliativos, pra discutir o assunto.
Mas não é dos deficientes mentais que eu quero falar.
É também de um assunto delicado, de um distúrbio, de uma loucura.
Sim, eu acredito que sómos todos loucos, eu tenho as minhas piradas cotidianas, os momentos de fúria, de extrema euforia, assim como todo mundo.
Mas algumas pessoas tem uma fração de segundo nas suas vidas em que a loucura é tão grande, que as cobre até o pescoço...
Nessa fração de segundo, ou sei lá para algumas delas, meses, semanas, algo mais cauculado.
Suicidio.
Sabe o que é?
É barra pesada!
Alguém que a gente ama, tem um demônio dentro dela, sei lá e num estado de loucura, ou de plena sanidade, vai saber o que passa na cabeça de cada um, num momento como esse, vai saber...
Ai bicho, a merda ta feita!
E o que ta feito, ta feito!
Infelismente!
Não da pra desfazer saca?
Que nem quebrar um ovo e se arrepender saca, querer colocar a gema dentro da casca, sei lá talvez você consiga, passa uma fita adesiva na casca... Mas já era.
Vai ser um ovo remendado, cheio de cicatrizes.
Cicatrizes fisicas, feridas abertas, na alma e na pele.
A oito anos atráz vi isso de perto, a pessoa querida, fracassou na tentativa de dar o fóra, saca? Fracassou!
Assim como fracassou em tentativas esparsas posteriormente.
Ela carrega com ela grandes cicatrizes e feridas escancaradas.
E agora uma tijolada bem próxima volta a me rondar.
S U I C I D I O
Palavrinha difícil essa.
Quase impronunciável.
No Domingo eu estava bem trabalhando, e no fim do dia, me bateu uma puta tristesa, sabe? Aquelas tristezonas!
É muito triste ver quem a gente ama profundamente, sofrendo tanto, sempre nadando contra a maré.
Existe muito preconceito, com as sequelas que fica numa pessoa que se salva do suicidio, que manca, que usa traquea, enfim sequelas que não se encaixa ao mundo moderno e descolado que a gente vive né?!
Será que a gente, pessoas aparentemente normais, conseguimos ser minimamente tolerantes, será?
......
Como é a vida após um tiro furado?
É dura, não é fichinha, pode apostar que não é. As sequelas estão lá, em pequenas, ou grandes proporções.
...
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
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2 comentários:
E nesses dias tão estranhos...fica a poeira se escondendo pelos cantos.
Esse é o nosso mundo!
força.
Menina,
pra te alegrar, olha que achei:
"Toda Mafalda
Estou próxima de concretizar um velho projeto, finalmente.O projeto de cobrir aquela tatoo zoadinha q tenho na cintura com a barrig, no lado esquerdo...Já tenho o desenho, já tá fechado, só falta fazer!!! Mas não quero ficar com duas tatoo, como estou há um tempão, quero fazer uma terceira, muito provavelmente, vai ser um personagem de quadrinhos, certamente sera a Mafalda, agora, só falta o lugar..."
Reconhece? beijocas na alma
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