terça-feira, 30 de setembro de 2008

Menos Chorimelas


Estamos saindo da nossa casa, rumo a desordem, ao escuro.

Sim, um tiro no escuro.

Onde estão as respostas que procuro?

Onde babye? A Garganta ta pegando alguns dias e uma vontade enorme de estar na praia explode a cada cinco segundos em mim.

É como se estivessemos velando e encarniçando um defunto moribundo.

É não aceitar a morte. E o pior, a morte de uma coisa fisica, que por mais coisas afetivas e fantasticas que tenha trazido, acabaram.

Ficou num comôdo, chamado, p a s s a d o. Que agora é bola pra frente, é abrir para o novo e se livrar das amarras dessas paredes rabiscadas.

É parar um pouco de se frustrar com pessoas que a gente nem conhece, com os castelos gigantes de areia que construimos na nossa cabecinha ingênua, cheia de planos.

As paredes rabiscadas se vão, a porta 1014 acaba, abanheira cor de rosa e as cervejas de vasilhame, mas foda-se. Ta tudo bem, fizemos fotos fantasticas e criamos laços fudidos, chega de choramingar.

Isso ta fodendo a minha garganta e nossa capacidade de pirar em outras coisas. Vou continuar querendo minha cozinha americana de tijolinhos,mas quero fazer minhas unhas no salão da sé, que tão cedo não vou mais, quero andar pela galeria e subir no terraço desse prédio, antes de acabar. Sacou?

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